Esta deve ser certamente das desculpas mais esfarrapadas de sempre. Infelizmente não é a primeira vez que a oiço. E sempre no mesmo sítio.
Isto aconteceu quando decidi ir a um hipermercado (de Lisboa) comprar um frango assado para o jantar. Não tinha nada para fazer e uma alteração de planos de última hora a isso obrigou.
Quando chego ao balcão dos frangos assados a funcionária diz-me, com uma grande tranquilidade, que não há frangos. E ainda acrescenta, com alguma satisfação pareceu-me, que o camião só chegou agora e por isso não há frangos.
A responsabilidade de repor os stocks não é do cliente. É do hipermercado. E haver ruptura dos stocks é uma falta do hipermercado.
A mim como cliente é me indiferente a razão da ruptura. Só sei e recordo que aquele hipermercado voltou a falhar.
Devo admitir que fiquei algo surpreendido com esta situação. Não devia pois até é frequente naquele hipermercado haver algum alheamento para as necessidades dos clientes (não sei se acontece o mesmo em toda a cadeia dessa marca). Por vezes fico com a sensação, ou pelo menos é o que os funcionários fazem parecer, que me estão a fazer um favor por ter o hipermercado aberto e me deixarem fazer lá compras.
Naquela superfície em particular por vezes tenho a sensação que o cliente incomoda.
Isto faz-me muita confusão. Afinal o hipermercado existe para fazer negócio (tal como todos os outros estabelecimentos comerciais). Para vender produtos aos clientes. Não existe para dar emprego ou pagar vencimentos. Sem clientes a comprar rapidamente se acabam os dois anteriores.
Restou-me comer atum com feijão frade.





Últimos Comentários: